O que sexo tem a ver com meditação?

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Ao menos um terço das mulheres em idade fértil apresenta diminuição do desejo sexual e da capacidade de se excitar. As causas são múltiplas e o tratamento nem sempre é simples – em diferentes combinações, podem participar do processo psiquiatras, psicólogos, fisioterapeutas especializados em uroginecologia e ginecologistas. O importante é que o tratamento é possível!

A avaliação por um destes especialistas dá início ao processo diagnóstico e terapêutico, com encaminhamento para tratamento conjunto quando necessário. A causa da disfunção sexual pode ser exclusivamente física ou exclusivamente psíquica, sendo o mais comum a interação mente e corpo.

Sinal disto é o resultado de um estudo recente, publicado este ano, em que foi estudada a interferência da meditação (“mindfulness-based therapy”) associada a psicoterapia e psicoeducação (orientação) na melhora do desejo sexual das mulheres – com ótimos resultados relatados, desde a excitabilidade até a capacidade de se ter orgasmo.

Como isto pode ser possível? Este tipo de meditação, mindfulness, é definido por se manter consciente no momento presente, mas sem julgamento dos pensamentos e acontecimentos ao redor, levando a uma melhora do humor, a diminuição da auto-crítica e melhor aceitação do parceiro, e a uma melhora da percepção das sensações, inclusive das causadas pelo estímulo sexual, intensificando-o.

A meditação “mindfulness” tem sido estudada em centros de todo o mundo, um deles localizado na Universidade Federal de São Paulo. No site deles, é possível encontrar várias dicas para a realização da prática e também se candidatar para participar em estudos:  http://mindfulnessbrasil.com/.

Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24814472

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Sobre a Autora

Dra. Lygia Merini

Médica Psiquiatra pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), especialista em Psiquiatria e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Atualmente atua apenas em seu consultório particular. Anteriormente atuou como preceptora no Ambulatório de Dependência Química da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) e também como preceptora no Ambulatório de Saúde Mental da Mulher, ambos vinculados à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Além disto, é especialista em dependência química pela UNIFESP e concluiu curso em Pesquisa Clínica (Principles and Practice of Clinical Research) pela Universidade de Harvard (Harvard Medical School – EUA).

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