Atividade Física e Funcionamento Cerebral

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Atualmente não há dúvidas de que o exercício físico melhora e protege o funcionamento cerebral. Ele é um grande aliado para que o cérebro de cada indivíduo funcione em seu maior potencial.

Primeiramente porque temos uma melhora do funcionamento sistêmico, do corpo em si, com prevenção e auxílio de doenças crônicas comuns, como pressão alta, diabetes e o aumento do colesterol – doenças que levam ao adoecimento cerebral por conta da alteração e sobrecarga dos vasos sanguíneos, com menor oxigenação neuronal.

Além disso, há uma melhora do próprio cérebro. A atividade física imediata e isolada, por si só, traz ativação de áreas cerebrais específicas e liberação de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e endorfina, que geram o prazer imediato após o exercício. Com a realização do exercício de forma frequente, ao menos três vezes por semana, vamos tendo ganhos gradativamente maiores no funcionamento cerebral, com melhora da memória, da disposição, da auto-estima e da auto-segurança, além da melhora do sono. 

Quanto ao sono, que merece destaque em nossa conversa, há uma melhora tanto da quantidade de horas dormidas, quanto da qualidade do mesmo – o sono passa a ser restaurador, repousante, e então temos novo fator de melhora do funcionamento do cérebro como um todo. Há melhora então de forma sustentada da atenção, da memória e do humor.

Assim, fica fácil entender, porque a atividade física é tão estimulada para uma melhor qualidade de vida, e para a prevenção e tratamento de todos os transtornos mentais, seja depressão, ansiedade, dependência química, ou qualquer outro.

É importante também ressaltar que a atividade física deve ser realizada em qualquer idade – nunca é cedo ou tarde demais, apenas é importante que sempre se busque um médico para avaliar possíveis limitações, cardiológicas ou ortopédicas, por exemplo, para que então se entenda qual a atividade mais adequada. Lembrando que, se realizada ao ar livre, ainda temos o ganho da exposição ao sol, com estimulação da vitamina D e ainda mais ganho para o cérebro!

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Sobre a Autora

Dra. Lygia Merini

Médica Psiquiatra pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), especialista em Psiquiatria e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Atualmente atua apenas em seu consultório particular. Anteriormente atuou como preceptora no Ambulatório de Dependência Química da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) e também como preceptora no Ambulatório de Saúde Mental da Mulher, ambos vinculados à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Além disto, é especialista em dependência química pela UNIFESP e concluiu curso em Pesquisa Clínica (Principles and Practice of Clinical Research) pela Universidade de Harvard (Harvard Medical School – EUA).

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