OITO alertas sobre o seu consumo de álcool

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O uso de bebidas alcoólicas pode ser saudável, como diversas pesquisas apontam, entretanto este hábito pode evoluir para algo ruim para a saúde do corpo e do cérebro sem que haja um muro, um degrau ou qualquer placa de aviso entre eles.

  1. Quando o beber acontece apesar do compromisso que viria a seguir ou no dia seguinte, atrapalhando a vida familiar, o convívio com os amigos ou o trabalho;
  2. Quando se percebe a capacidade de usar quantidades cada vez maiores de álcool sem se sentir “alterado” por isto;
  3. Quando a bebida se torna uma prioridade: as outras atividades passam a ser menos importantes, ou mesmo abandonadas, e questões como interações medicamentosas, doenças prévias e cuidados com o peso são esquecidas;
  4. Quando há sentimento de culpa pelo uso;
  5. Quando se bebe para amenizar sentimentos ruins como solidão, tristeza, angústia e ansiedade, ou na tentativa de se medicar a insônia;
  6. Quando o uso restringe atividades, ambientes e pessoas que não envolvem bebidas alcoólicas, “isso vai ser chato, nem vai ter cerveja, não vou”;
  7. Quando não é possível cumprir combinados íntimos sobre a quantidade de álcool a ser ingerida em eventos pontuais;
  8. Quando se sentem alterações físicas pela falta do álcool – inicialmente irritabilidade, tremores, náuseas e vômitos, aumento da pressão arterial, e alteração do sono; e em casos graves, crises convulsivas, delírios, alucinações e confusão mental.

Preste atenção aos sinais, e procure ajuda assim que o sinal amarelo se acender. Converse com pessoas de confiança, busque ajuda profissional com psiquiatra ou psicólogo especializado, e/ou grupos de mútua ajuda, como o Alcoólicos Anônimos. Não fique sozinho!

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Sobre a Autora

Dra. Lygia Merini

Médica Psiquiatra pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), especialista em Psiquiatria e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Atualmente atua apenas em seu consultório particular. Anteriormente atuou como preceptora no Ambulatório de Dependência Química da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) e também como preceptora no Ambulatório de Saúde Mental da Mulher, ambos vinculados à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Além disto, é especialista em dependência química pela UNIFESP e concluiu curso em Pesquisa Clínica (Principles and Practice of Clinical Research) pela Universidade de Harvard (Harvard Medical School – EUA).

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