A respiração como aliada contra o estresse do dia-a-dia

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A ansiedade e o estresse podem levar a uma respiração incorreta, que quando mantida retroalimenta estes sintomas, podendo levar a quadros mais graves, como a crises de ansiedade e início de sintomas depressivos.  

Ao observarmos um bebê respirando conseguimos ter uma dimensão do quanto desaprendemos, ao longo dos anos, a realizar funções simples. Na ansiedade e na correria do dia-a-dia, é comum que respiremos usando apenas a parte superior do pulmão, sem utilizar o abdômen e, portanto, o diafragma. A respiração mais profunda, utilizando toda a superfície pulmonar, leva a uma maior oxigenação cerebral, melhorando o funcionamento do cérebro e do corpo, melhorando a concentração, trazendo calma e equilíbrio.  

É por isso que, como forma de prevenção ao aparecimento de um transtorno mental, ou mesmo como coadjuvante no tratamento quando ele já existe, costumo orientar a prática de meditação, ou mesmo a realização de yoga ou pilates, para que o indivíduo reaprenda a respirar. Essa reeducação vai fazer com que ele utilize corretamente todo o potencial do seu pulmão, levando a uma melhora da concentração e do sono, a uma sensação de relaxamento mesmo após um dia corrido, e também a uma melhor resposta ao tratamento.

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Sobre a Autora

Dra. Lygia Merini

Médica Psiquiatra pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), especialista em Psiquiatria e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Atualmente atua apenas em seu consultório particular. Anteriormente atuou como preceptora no Ambulatório de Dependência Química da Unidade de Álcool e Drogas (UNIAD) e também como preceptora no Ambulatório de Saúde Mental da Mulher, ambos vinculados à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Além disto, é especialista em dependência química pela UNIFESP e concluiu curso em Pesquisa Clínica (Principles and Practice of Clinical Research) pela Universidade de Harvard (Harvard Medical School – EUA).

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